O lucro do Itaú em 2025 confirmou o bom momento vivido pelo maior banco da América Latina. A instituição encerrou o ano com um resultado forte, em linha com as expectativas do mercado financeiro e sustentado por uma combinação de maior rentabilidade, crescimento do crédito e controle da inadimplência.
Além disso, o banco apresentou indicadores operacionais sólidos, como avanço na margem financeira, aumento das receitas de serviços e um ROE do Itaú que atingiu níveis não vistos desde 2015. Portanto, o resultado financeiro do Itaú em 2025 reforça a posição da instituição como uma das mais rentáveis do setor bancário brasileiro.
Neste artigo, você vai entender, de forma simples e direta, os principais números do balanço do Itaú 2025, o que impulsionou esse desempenho e quais são as expectativas do Itaú para 2026, sempre com base exclusiva nas informações divulgadas pelo próprio banco.
Resultado financeiro do Itaú em 2025: visão geral
O Itaú reportou um lucro líquido recorrente gerencial de R$ 46,83 bilhões em 2025, o que representa um crescimento de 13,1% em relação a 2024. Esse avanço mostra uma trajetória consistente de recuperação e expansão dos resultados ao longo do ano.
Além disso, apenas no último trimestre do ano, o banco registrou lucro líquido de R$ 12,317 bilhões, um aumento de 13,2% na comparação anual. Já em relação ao terceiro trimestre, o crescimento foi de 3,7%, indicando evolução contínua trimestre a trimestre.
De forma geral, esses números mostram que o resultado do Itaú em 2025 não foi pontual, mas sim fruto de um desempenho consistente ao longo de todo o ano.
Crescimento alinhado às expectativas do mercado
Segundo o próprio banco, o crescimento do lucro do Itaú em 2025 ficou alinhado com as expectativas do mercado financeiro. Isso é importante porque demonstra previsibilidade e confiança na capacidade da instituição de executar sua estratégia.
Além disso, o resultado foi impulsionado pela melhor rentabilidade do banco desde 2015, um marco relevante para o Itaú. Dessa forma, o desempenho não apenas superou anos anteriores mais recentes, como também se aproximou de patamares históricos.
Portanto, o balanço do Itaú 2025 reforça a imagem de uma instituição mais eficiente, resiliente e preparada para enfrentar diferentes cenários econômicos.
Carteira de crédito do Itaú segue em expansão
Um dos principais pilares do desempenho do banco foi a evolução da carteira de crédito do Itaú. No quarto trimestre, o crédito total do Itaú somou R$ 1,49 trilhão, representando um crescimento de 6,3% em relação ao trimestre anterior.
Esse avanço foi distribuído entre diferentes segmentos:
- Pessoa física: crescimento de 3,9%
- Pessoa jurídica: alta de 8,8%
- Grandes empresas: expansão de 4,1%
Ou seja, o crescimento do crédito foi equilibrado e diversificado. Além disso, esse movimento ajuda a sustentar o aumento da margem financeira e da rentabilidade do banco ao longo do tempo.

Inadimplência do Itaú permanece controlada
Mesmo com a expansão do crédito, a inadimplência do Itaú continuou sob controle. A taxa de inadimplência acima de 90 dias ficou em 1,9%, estável na comparação trimestral.
Um ano antes, esse índice era de 2%, o que mostra uma leve melhora ao longo do período. Segundo o banco, esse comportamento reflete uma carteira mais resiliente do que no passado.
De acordo com Renato Lulia, diretor de Estratégia Corporativa e Relações com Investidores do Itaú, o perfil dos clientes, o tipo de operação e o nível de provisões contribuíram para manter os níveis de inadimplência “muito comportados” ao longo do tempo.
Portanto, o controle da inadimplência foi um fator-chave para sustentar o resultado financeiro do Itaú em 2025.
Provisões e custo de crédito acompanham a carteira
Outro ponto importante do balanço do Itaú 2025 é que a provisão para perdas cresce em linha com a carteira de crédito. Isso indica uma postura mais cautelosa e alinhada à realidade das operações.
O banco destacou que a carteira atual é mais robusta do que no passado, justamente por conta do perfil de risco e das provisões realizadas. Assim, mesmo em cenários mais voláteis, a instituição acredita estar melhor posicionada para enfrentar eventuais desafios.
ROE do Itaú atinge nível mais alto desde 2015
O ROE do Itaú, indicador que mede o retorno sobre o patrimônio líquido, também chamou atenção. No quarto trimestre, o banco registrou um ROE anualizado consolidado de 24,4%.
No mesmo período de 2024, esse indicador era de 22,1%. A última vez que o ROE havia superado esse patamar foi no segundo trimestre de 2015, quando atingiu 24,8%.
Nas operações realizadas no Brasil, o desempenho foi ainda melhor. O ROE ficou em 26% nos últimos três meses do ano, contra 23,4% um ano antes. Portanto, o aumento da rentabilidade foi expressivo e consistente.
Margem financeira impulsiona o resultado
A margem financeira do Itaú também teve crescimento relevante. O valor passou de R$ 29,4 bilhões para R$ 31,5 bilhões, refletindo principalmente a expansão da margem com clientes.
A margem financeira com clientes cresceu 8,6% na comparação anual, chegando a R$ 30,9 bilhões. Por outro lado, a margem com o mercado teve uma queda de 34%, o que mostra uma mudança na composição das receitas.
Ainda assim, o avanço da margem com clientes foi suficiente para sustentar o crescimento do resultado do Itaú em 2025.
Receita de serviços e seguros também avança
Além da margem financeira com clientes, o Itaú apresentou crescimento em outras linhas importantes de receita. A receita de prestação de serviços aumentou 7,4% no quarto trimestre, totalizando R$ 12,6 bilhões. Esse desempenho de receitas diversas está diretamente relacionado à capacidade do banco de gerar retorno ao acionista, que se reflete também na estratégia de dividendos do Itaú e da Itaúsa em 2025.
Veja mais detalhes aqui: Dividendos Itaú e Itaúsa em 2025
Já a linha de operações de seguros teve um crescimento ainda mais forte, de 15,3%, alcançando R$ 3,5 bilhões no período.
Esses números mostram que o banco segue diversificando suas fontes de receita, o que contribui para maior estabilidade dos resultados ao longo do tempo.
Expectativas do Itaú para 2026
O Itaú também divulgou suas projeções para 2026, trazendo mais transparência para o mercado. Segundo o banco, a expectativa é de crescimento entre 5,5% e 9,5% na carteira de crédito total.
Em relação ao custo de crédito, a projeção fica entre R$ 38,5 bilhões e R$ 43,5 bilhões. Já para a margem financeira com clientes, o banco estima crescimento entre 5% e 9%.
A margem financeira com o mercado deve ficar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 5,5 bilhões. Além disso, o Itaú prevê expansão de 5% a 9% na receita de prestação de serviços e no resultado de seguros.
Segundo a administração, embora 2026 seja um ano mais volátil, o banco acredita estar mais bem posicionado do que nunca para enfrentar diferentes cenários.
Conclusão
O lucro do Itaú em 2025 confirma um ano de forte desempenho operacional e financeiro. Com crescimento consistente do lucro, expansão da carteira de crédito, inadimplência controlada e aumento da rentabilidade, o banco encerrou o ano em uma posição sólida.
Além disso, as expectativas do Itaú para 2026, que também envolvem temas como remuneração ao acionista e possíveis dividendos adicionais, indicam continuidade desse movimento, mesmo em um cenário mais volátil.
Saiba mais em: Itaú pode pagar dividendos adicionais em 2026.
Portanto, o resultado financeiro do Itaú em 2025 reforça a estratégia do banco e sua capacidade de gerar valor de forma sustentável.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente educativo e informativo e não constitui recomendação financeira ou de investimento.
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FAQ – Perguntas frequentes sobre o lucro do Itaú em 2025
O Itaú registrou lucro líquido recorrente gerencial de R$ 46,83 bilhões, com crescimento de 13,1% em relação a 2024.
Sim. O banco informou que o resultado ficou alinhado com as expectativas do mercado financeiro.
A inadimplência acima de 90 dias ficou em 1,9%, estável na comparação trimestral e abaixo do nível registrado um ano antes.
No quarto trimestre, o ROE anualizado consolidado foi de 24,4%, o maior patamar desde 2015.
O banco projeta crescimento de 5,5% a 9,5% na carteira de crédito, além de expansão nas receitas e margens financeiras.








