Viajar exige planejamento, especialmente quando o objetivo é aproveitar o destino sem comprometer o orçamento. O custo de uma viagem pode variar conforme o estilo do viajante, o destino escolhido, a época do ano, a duração da estadia e até a cotação do câmbio.
A boa notícia é que, com organização e algumas decisões estratégicas, é possível reduzir gastos sem abrir mão da experiência. Antes mesmo de definir o roteiro, vale entender a diferença entre gastar, poupar e investir, já que esse equilíbrio faz toda a diferença no planejamento financeiro da viagem.
Especialistas recomendam que o primeiro passo seja definir quanto dinheiro está disponível para a viagem antes mesmo de escolher o destino. Essa estratégia ajuda a manter o orçamento sob controle e evita adaptações de última hora para encaixar um destino mais caro do que o planejado.
A seguir, veja os erros mais comuns que aumentam os gastos durante uma viagem — e como evitá-los.

1. Contar com apenas uma forma de pagamento
Segundo Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos, muitos turistas acabam gastando mais porque tomam decisões motivadas pela urgência ou pela emoção do momento.
Para reduzir esse risco, o ideal é viajar com mais de uma alternativa de pagamento, como cartão de crédito, uma reserva em dinheiro ou via Pix. Em viagens internacionais, as Contas Globais também podem ser uma opção.
De acordo com o especialista, essas contas utilizam a cotação comercial, normalmente mais vantajosa. Além disso, oferecem uma alternativa caso o cartão principal apresente algum problema durante a viagem.
2. Comprar passagens na última hora
A compra antecipada costuma ser uma das formas mais eficientes de economizar em viagens.
Marcelo Bassani, economista e sócio-fundador da Boa Brasil Capital, recomenda adquirir passagens nacionais entre um e três meses antes da viagem. Para destinos internacionais, a antecedência ideal fica entre três e seis meses.
Outra estratégia é ativar alertas de preço, já que as tarifas aéreas costumam subir significativamente conforme a data do embarque se aproxima.
3. Ignorar taxas que aumentam o custo da viagem
Nem sempre o menor preço anunciado representa o valor final da viagem.
Despesas como taxa de bagagem despachada, resort fee e IOF sobre compras no cartão podem aumentar o custo total sem que o viajante perceba inicialmente.
Por isso, os especialistas orientam analisar todas as condições antes da contratação e calcular o valor completo da viagem, em vez de considerar apenas a tarifa ou a diária.
4. Planejar mal o câmbio
Quem viaja para o exterior também precisa incluir a variação cambial no planejamento financeiro. Entender como a cotação da moeda americana influencia o orçamento ajuda a tomar decisões mais conscientes.
Se hospedagem, reservas e outras despesas forem cobradas na moeda local, o ideal é fazer os cálculos utilizando essa mesma moeda. Comparar constantemente os valores em reais pode transmitir uma impressão equivocada do orçamento disponível, principalmente devido às oscilações do câmbio.
5. Levar bagagem além do necessário
O excesso de bagagem pode transformar uma viagem econômica em uma experiência mais cara do que o previsto.
Além das taxas cobradas pelas companhias aéreas, muitos viajantes voltam com mais itens do que levaram. Por isso, reservar um espaço livre na mala desde a ida pode evitar cobranças extras no retorno.
Esse cuidado também impede que a economia obtida em passagens promocionais ou emitidas com milhas seja perdida com custos adicionais.
6. Deixar reservas para os últimos dias
Assim como acontece com as passagens, hospedagens, aluguel de carros e outros serviços costumam ficar mais caros quando reservados próximo da data da viagem.
Além do aumento nos preços, as melhores opções podem já estar esgotadas, reduzindo as possibilidades de escolha.
7. Não pesquisar o transporte no destino
Chegar ao destino sem conhecer as opções de deslocamento pode gerar gastos desnecessários.
Em muitos casos, o táxi do aeroporto custa mais do que utilizar transporte público ou aplicativos de mobilidade.
Os especialistas também recomendam pesquisar previamente alternativas como aluguel de carros, permitindo comparar custos e escolher a opção mais adequada antes mesmo da chegada.
O InfoMoney disponibiliza um planner gratuito para ajudar na organização das despesas da viagem, incluindo divisão de gastos e custos que costumam passar despercebidos pelos viajantes.
8. Comer apenas nos restaurantes mais conhecidos
Restaurantes localizados em frente a atrações turísticas costumam cobrar mais pela localização do que pela qualidade da refeição.
Jeff Patzlaff recomenda caminhar alguns quarteirões além das áreas mais movimentadas e consultar aplicativos em que moradores locais avaliam os estabelecimentos.
Outra dica é fazer uma compra no supermercado logo no primeiro dia para adquirir água, frutas e lanches. Essa medida pode representar uma economia considerável em comparação com compras feitas em pontos turísticos.
9. Comprar ingressos na hora
Ingressos para atrações turísticas também merecem atenção durante o planejamento. Muitos locais utilizam sistemas de preço dinâmico, em que o valor aumenta conforme cresce a procura.
Segundo Patzlaff, deixar a compra para o dia da visita pode significar pagar mais caro ou até não conseguir entrada.
Marcelo Bassani também alerta para evitar compras por impulso motivadas por “promoções turísticas”. Definir antecipadamente um limite para gastos com lembranças pode ajudar a manter o orçamento sob controle.
10. Viajar sem seguro
Entre as despesas que costumam ser negligenciadas, o seguro viagem merece atenção especial, principalmente em viagens internacionais.
Além de oferecer mais tranquilidade durante o período fora de casa, ele pode evitar gastos muito maiores caso aconteça algum imprevisto.
Conclusão
Aprender como economizar em viagens passa, principalmente, por evitar decisões tomadas de última hora e planejar cada etapa com antecedência.
Pequenos cuidados — como pesquisar o transporte local, considerar todas as taxas envolvidas, organizar o câmbio e reservar passagens e hospedagem com antecedência — podem fazer uma diferença significativa no orçamento final.
Com um planejamento consistente, fica mais fácil aproveitar a viagem sem surpresas financeiras e manter os gastos dentro do valor definido desde o início.
As informações deste conteúdo têm caráter informativo e não substituem o planejamento financeiro individual de cada viajante.
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