A poupança perdeu espaço entre os brasileiros com mais de 50 anos nos últimos cinco anos. Ao mesmo tempo, investimentos como Tesouro Direto e CDBs passaram a ocupar uma fatia maior das carteiras desse público.
De acordo com o estudo Tsunami Prateado 2026, realizado pela consultoria data8 com apoio do Itaú Viver Mais, a parcela dos brasileiros 50+ que investe na caderneta caiu de 63% para 39% entre 2021 e 2026.
No mesmo período, a presença de Tesouro Direto e CDBs nas carteiras saltou de 1% para 23%. As ações também avançaram: passaram de 1% para 12% entre os investimentos utilizados por esse público.
Tesouro Direto ou CDB: diversificação ganha espaço
Os números mostram uma mudança no comportamento financeiro dos brasileiros com mais de 50 anos. Em vez de concentrar recursos na poupança, uma parcela maior passou a buscar outras alternativas de investimento.
Nesse cenário, a comparação entre Tesouro Direto ou CDB ganha relevância para quem deseja entender as possibilidades disponíveis no mercado. O crescimento registrado pelo estudo, porém, indica apenas uma mudança na presença desses produtos nas carteiras, sem apontar qual deles é mais adequado para cada investidor.
Além disso, a transformação não ficou limitada aos investimentos.
Bancos digitais e corretoras também avançam
A relação dos brasileiros 50+ com o sistema financeiro também se tornou mais digital nos últimos cinco anos.
Segundo o levantamento, a presença de bancos digitais entre esse público cresceu 165%. Já o uso de corretoras de investimentos aumentou 467% no período.
Ao mesmo tempo, a parcela dos brasileiros com mais de 50 anos que não possui conta bancária caiu de 8% para 2%. O resultado aponta para uma bancarização praticamente universal entre os entrevistados.
Essa maior presença no ambiente financeiro digital ajuda a explicar por que o acesso a diferentes produtos e instituições passou a fazer parte da rotina de um número maior de pessoas.
Público 50+ movimenta R$ 1,8 trilhão por ano
A mudança ganha ainda mais relevância diante do peso econômico desse grupo.
Segundo o estudo Tsunami Prateado 2026, os brasileiros com mais de 50 anos movimentam cerca de R$ 1,8 trilhão por ano em consumo, o equivalente a 24% do total do país.
Por isso, entender como esse público administra, investe e movimenta seu dinheiro também ajuda a acompanhar uma transformação mais ampla no mercado financeiro brasileiro.

Mais opções também trazem novos desafios
A maior digitalização e diversificação dos investimentos, por outro lado, exige atenção. O estudo aponta a necessidade de ampliar a educação financeira e o planejamento patrimonial.
Além disso, a proteção contra fraudes digitais ganha importância à medida que os brasileiros 50+ passam a utilizar mais instituições e produtos financeiros.
Nesse contexto, saber diferenciar alternativas e compreender características de cada investimento se torna cada vez mais importante. A pergunta sobre Tesouro Direto ou CDB, por exemplo, faz parte de uma decisão maior: entender como diferentes produtos podem se encaixar no planejamento financeiro de cada pessoa.
Além dos investimentos, mudanças na tributação também podem afetar o planejamento financeiro; entenda como funciona a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Mais do que abandonar um investimento em favor de outro, a mudança identificada pelo levantamento mostra um movimento de diversificação das carteiras entre os brasileiros com mais de 50 anos.
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As informações deste conteúdo têm caráter informativo e não constituem recomendação de investimento. Antes de tomar decisões, considere seus objetivos, perfil de risco e planejamento financeiro.








