Como ganhar dinheiro com Nubank: veja funções que podem render mais

Se você usa o Nubank apenas para fazer Pix, pagar boletos e guardar algum dinheiro nas Caixinhas, pode estar deixando de aproveitar recursos que o aplicativo oferece.

A conta pode ser usada para muito mais do que movimentações do dia a dia. Entre investimentos, cartão de crédito, cashback, Caixinhas e até estratégias para reduzir tarifas, existem funções que podem ajudar o dinheiro a trabalhar a seu favor.

Neste conteúdo, vamos do básico ao mais avançado para mostrar como ganhar dinheiro com Nubank — ou, pelo menos, como aproveitar melhor os recursos disponíveis na plataforma.



Dividendos agora ficam separados do saldo da conta

Uma mudança recente no Nubank merece atenção principalmente de quem investe pelo aplicativo.

Antes, quando ações ou fundos imobiliários pagavam dividendos e outros proventos, o dinheiro caía diretamente no saldo da conta. Isso podia causar um problema simples: o investidor recebia o valor, não percebia que se tratava de um dividendo e acabava gastando o dinheiro.

Para quem pretende reinvestir os proventos e construir uma espécie de “bola de neve” com os investimentos, isso não era exatamente o cenário ideal.

Agora, o Nubank criou uma área específica dentro dos investimentos. Nela, aparecem o total investido e o chamado saldo de investimentos, que passa a concentrar dividendos, resgates e vencimentos.

Ao acessar os três pontinhos e consultar como o saldo funciona, o aplicativo informa que esse espaço é exclusivo para receber resgates, vencimentos e proventos, com exceção de Caixinhas e criptomoedas.

A vantagem é justamente separar esse dinheiro do saldo usado no dia a dia.

Mas existe um detalhe importante.



Quanto rende o saldo de investimentos do Nubank?

De acordo com as informações apresentadas no aplicativo no momento abordado no conteúdo original, o saldo de investimentos rende 3% do CDI após 30 dias.

Na prática, isso significa que o dinheiro passa a receber o rendimento diariamente a partir do 31º dia, com o pagamento retroativo referente ao período.

O funcionamento é semelhante ao modelo que existia anteriormente na conta do Nubank, quando o dinheiro precisava permanecer por 30 dias antes de começar a render.

O ponto de atenção é a rentabilidade.

Considerando o CDI de 13,65% ao ano mencionado no conteúdo original, 3% do CDI representa aproximadamente 0,4% ao ano.

Por isso, quem recebe dividendos nessa área precisa decidir o que fazer com o dinheiro. É possível reinvestir em CDB, ações, fundos imobiliários ou Caixinhas, transferir o valor para a conta corrente ou simplesmente utilizá-lo.

Também é possível alterar a configuração para que os proventos voltem a cair diretamente na conta do Nubank.

Para quem usa o banco principalmente para investir e costuma deixar dinheiro parado na conta, manter o saldo na conta corrente pode fazer sentido, já que, segundo a lógica apresentada no conteúdo, o valor passa a render 100% do CDI depois do período de 30 dias.

Já quem utiliza o Nubank tanto para investir quanto para movimentações frequentes pode preferir manter os dividendos separados no saldo de investimentos.

A escolha depende, principalmente, de como você utiliza a conta.



O cartão de crédito também pode trabalhar a seu favor

Outra maneira de aproveitar melhor o Nubank está no cartão de crédito. Mas aqui existe uma diferença importante entre usar o recurso de forma estratégica e simplesmente aumentar o consumo.

Quando a fatura é paga integralmente e dentro do prazo, o cartão pode funcionar como uma espécie de crédito sem juros.

Imagine uma compra de R$ 400.

Você vai a um restaurante, paga a conta no cartão e o estabelecimento recebe normalmente. Porém, os R$ 400 ainda não saíram da sua conta bancária. Eles aparecerão na fatura, com vencimento posterior.

Enquanto isso, se você já possui os R$ 400 necessários para quitar a fatura, pode deixar esse dinheiro aplicado em uma Caixinha ou outro investimento adequado até a data do pagamento.

Assim, o dinheiro que já seria destinado à compra permanece rendendo durante esse intervalo.

O mesmo raciocínio pode ser aplicado a compras parceladas sem juros — desde que você tenha disciplina para separar o dinheiro correspondente.



Parcelar pode ser vantajoso?

Imagine um celular de R$ 6.000.

O vendedor oferece duas possibilidades: pagar R$ 6.000 à vista ou dividir em 12 parcelas de R$ 500, sem juros e pelo mesmo preço total.

Se não houver desconto para o pagamento à vista, uma estratégia possível seria parcelar a compra e deixar os R$ 6.000 aplicados.

Mas existe uma condição fundamental: esse dinheiro já está comprometido. Você não tem mais R$ 6.000 livres para gastar. Esse valor precisa ficar separado para pagar as parcelas.

Uma forma simples seria criar uma Caixinha com o nome “celular” e colocar os R$ 6.000 nela.

A cada mês, você retira R$ 500 para pagar a parcela. O saldo restante continua rendendo, até que a última prestação seja quitada.

No exemplo apresentado no conteúdo original, considerando CDI de 13,65% ao ano e o cálculo mencionado de 0,82% ao mês após o desconto do Imposto de Renda, o rendimento começa maior e diminui conforme o saldo é utilizado para pagar as parcelas.

Depois dos 12 meses, o exemplo chega a um saldo de R$ 339,63.

Ou seja, a compra foi totalmente paga, mas parte do dinheiro permaneceu aplicado durante o período e gerou rendimento. É justamente aí que entra uma diferença importante entre simplesmente gastar dinheiro e fazer o dinheiro trabalhar.

Você ganha dinheiro quando trabalha ou empreende. Depois, existe uma terceira possibilidade: fazer o próprio dinheiro gerar mais dinheiro.



O risco está em perder o controle

A estratégia do cartão só funciona quando existe organização financeira.

Se você começa a parcelar várias compras sem separar o dinheiro correspondente, rapidamente perde a noção de quanto da sua renda já está comprometida.

E o problema aparece quando chega a fatura.

O cartão de crédito pode funcionar como crédito sem juros quando a fatura é paga integralmente e no prazo. Por outro lado, quando há atraso ou pagamento parcial, os juros podem transformar uma compra planejada em uma dívida cara.

No conteúdo original, é mencionado que o crédito rotativo pode chegar a 19,99% ao mês. Também é citada uma multa de 2% em caso de atraso.

Por isso, antes de pensar em como ganhar dinheiro com Nubank usando o cartão, é mais importante entender como evitar que o cartão faça o contrário e aumente suas dívidas.



Caixinhas: como aproveitar as opções que rendem mais

As Caixinhas já são conhecidas por muitos clientes do Nubank. Elas permitem separar dinheiro por objetivos e mantê-lo aplicado.

A diferença é que existem opções de Caixinha Turbo com remuneração superior à tradicional.

No exemplo apresentado, existem Caixinhas que rendem 120% do CDI para determinados clientes.

Uma delas está relacionada ao Nubank Ultravioleta. Outra é disponibilizada para quem possui uma linha empresarial do NuCel, segundo o conteúdo original.

No entanto, existe um limite.

Tanto a Caixinha Turbo do NuCel quanto a do Ultravioleta permitem colocar até R$ 10.000.

O dinheiro pode continuar rendendo durante o período indicado e, ao final, ocorre o pagamento do Imposto de Renda conforme as regras aplicáveis à renda fixa.

Pessoa analisa investimentos e gastos usando smartphone e notebook em uma mesa organizada. A cena representa planejamento financeiro e o uso consciente de ferramentas digitais para administrar o dinheiro.



E quem não é Ultravioleta?

Também existe uma Caixinha Turbo para clientes comuns, com rendimento de 110% do CDI e limite de R$ 5.000, conforme o exemplo apresentado.

Para desbloquear essa modalidade, é necessário movimentar R$ 900 por mês na conta do Nubank.

Isso não significa necessariamente manter R$ 900 parados na conta. O requisito citado é movimentar esse valor ao longo do mês.

Para objetivos de curto ou médio prazo, a lógica pode ser interessante.

Se você pretende viajar no fim do ano, trocar de celular ou simplesmente guardar dinheiro para uma compra futura, separar o valor em uma Caixinha ajuda a manter o objetivo visível enquanto o dinheiro permanece aplicado.



Depender apenas do CDI pode limitar sua estratégia

Existe, porém, outro ponto que merece atenção.

As Caixinhas e outros investimentos de renda fixa acompanham o CDI, que está relacionado à taxa Selic, a taxa básica de juros da economia brasileira.

O conteúdo original cita uma Selic de 15% ao ano no começo do ano, posteriormente em 13,75%, além de lembrar que a taxa chegou a 10,5% em 2024, 6,5% em 2019 e até 2% ao ano no período pós-pandemia.

Isso ajuda a entender por que não é interessante olhar apenas para a rentabilidade atual.

Quando os juros estão altos, investimentos atrelados ao CDI tendem a oferecer retornos mais elevados. Se a taxa cair, o rendimento dessas aplicações também diminui.

Por isso, quem pretende alcançar objetivos maiores, como liberdade financeira ou viver de renda, pode considerar uma estratégia mais diversificada.

O próprio conteúdo traz um exemplo histórico. Em 2019, quando a Selic estava em 6,5% ao ano, o Ibovespa estava na região dos 38 mil pontos e posteriormente ultrapassou os 100 mil pontos.

Esse avanço também ajuda a explicar por que ferramentas de análise estão ganhando espaço: a inteligência artificial aplicada às finanças pode auxiliar na análise de dados, identificação de padrões e tomada de decisões de investimento.

Quem decidiu esperar a queda dos juros para só então começar a diversificar poderia ter encontrado ações e fundos imobiliários em preços mais elevados.

Isso não significa que todo investidor precise assumir mais risco. A escolha depende do perfil, dos objetivos e do prazo de cada pessoa.

Mesmo entre investidores mais conservadores, o conteúdo cita como exemplo o Tesouro IPCA+, com rendimento de 7,65% ao ano acima da inflação no momento mencionado.

A principal lição é que uma carteira não precisa depender de um único tipo de investimento.



Shopping Nubank pode gerar cashback em compras

Outra alternativa para aproveitar melhor o aplicativo é o Shopping Nu.

A função pode ser encontrada dentro do aplicativo e reúne diferentes lojas que oferecem cashback para compras realizadas por meio da plataforma.

No exemplo apresentado, aparecem ofertas como:

  • Kabum, com 1,5% de cashback;
  • Boticário, com 3%;
  • Decolar, com 10%.

As condições podem variar de acordo com a loja e com as ofertas disponíveis.

A lógica, porém, é simples: se você já pretende fazer determinada compra, pode verificar se existe cashback disponível no Shopping Nu.

Imagine que você já vai comprar uma passagem pela Decolar. Se a mesma compra estiver disponível pelo Shopping Nu com 10% de cashback, pode fazer sentido acessar a loja por esse caminho.

O que não faz sentido é transformar cashback em motivo para comprar algo que você não precisava. Afinal, antes de aproveitar esse tipo de benefício, também vale entender como funciona o cashback e quais são suas implicações em relação à Receita Federal

Afinal, receber uma parte do dinheiro de volta não torna uma compra desnecessária vantajosa.

O conteúdo original também cita uma compra na Kabum que gerou mais de R$ 700 em cashback.



Como evitar a tarifa de saque do Nubank

Por fim, existe uma maneira de economizar dinheiro que não envolve necessariamente ganhar rendimento.

É o saque.

Para sacar dinheiro em caixas eletrônicos da rede Banco24 Horas utilizando o cartão do Nubank, o conteúdo cita uma tarifa de R$ 6,50 por operação.

O valor pode parecer pequeno, mas pesa proporcionalmente mais quando o saque é baixo.

Em um saque de R$ 100, por exemplo, a tarifa representa 6,5% do valor retirado.

Além disso, é necessário ter saldo suficiente para cobrir tanto o dinheiro sacado quanto a tarifa.

Se você fizer um saque por mês, ao longo de um ano, seriam R$ 78 apenas em tarifas.

Uma alternativa apresentada é transferir o dinheiro por Pix para outra conta de sua titularidade e utilizar o cartão dessa outra instituição para sacar.

No exemplo, o dinheiro poderia ser enviado da conta do Nubank para uma conta do Inter. O cartão do Inter permitiria quatro saques gratuitos por mês, com cobrança a partir do quinto, no valor citado de R$ 6,40 por saque.

O conteúdo também menciona a possibilidade de utilizar outra instituição, como o C6, para realizar saques adicionais dentro das condições oferecidas por cada banco.

A ideia central é simples: se você precisa sacar dinheiro com frequência, vale conhecer as tarifas das contas que utiliza e escolher a alternativa que gere menor custo.



Afinal, como ganhar dinheiro com Nubank?

O Nubank oferece diversas ferramentas que podem ajudar na organização e no rendimento do dinheiro, mas nenhuma delas funciona como dinheiro fácil.

O cartão de crédito pode preservar o rendimento de um valor que já estava destinado a uma compra, desde que a fatura seja paga em dia. As Caixinhas ajudam a separar objetivos e investir. O Shopping Nu pode gerar cashback em compras que você já faria. E conhecer as regras de saque pode evitar tarifas desnecessárias.

Já para quem investe, entender para onde vão os dividendos também é importante. O dinheiro que cai na conta não precisa simplesmente ser gasto: ele pode voltar para os investimentos e continuar participando da construção do patrimônio.

No fim, como ganhar dinheiro com Nubank tem menos a ver com encontrar uma função secreta e mais com aprender a usar corretamente as ferramentas que já estão disponíveis.

E existe uma diferença enorme entre usar o banco apenas para movimentar dinheiro e utilizá-lo de forma estratégica dentro de um planejamento financeiro.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento. Rentabilidades, taxas, limites, condições de produtos e tarifas podem mudar. Antes de tomar qualquer decisão financeira, verifique as condições vigentes diretamente com a instituição e considere seu perfil e seus objetivos.

Quer entender melhor como organizar seu dinheiro, escolher investimentos e aproveitar os recursos da sua conta? Continue acompanhando nossos conteúdos de finanças pessoais e investimentos.

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Eduardo Santos

É economista e analista de sistemas com ampla experiência no mercado financeiro. Com uma sólida formação acadêmica em economia e expertise em tecnologia, dedica-se a compartilhar conteúdo estratégico e educativo sobre investimentos. Seu objetivo é proporcionar uma abordagem clara e fundamentada para tomar decisões financeiras mais assertivas e confiantes.

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As informações deste blog são apenas para fins educativos e não constituem aconselhamento financeiro. O autor não se responsabiliza por decisões tomadas com base no conteúdo. Recomenda-se consultar um profissional qualificado antes de agir, pois investimentos envolvem riscos e resultados passados não garantem retornos futuros.

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