ETF da SpaceX chega à Bolsa brasileira: novo BDR permite investir no setor espacial com diversificação

Quem acompanha o avanço da economia espacial ganhou uma nova alternativa de investimento na Bolsa brasileira. A partir desta segunda-feira (20), começa a ser negociado na B3 o ORBX39, um BDR de ETF da gestora Global X que oferece exposição a empresas ligadas ao setor de tecnologia espacial.

Um dos principais atrativos do produto é a presença da SpaceX na carteira. Atualmente, cerca de 20% dos recursos do ETF estão investidos na companhia de Elon Musk, conhecida por popularizar os foguetes reutilizáveis e, mais recentemente, por protagonizar a maior abertura de capital da história de Wall Street.

Para quem busca um ETF da SpaceX, o novo BDR representa uma forma de investir na empresa sem concentrar toda a exposição em uma única ação, já que o fundo reúne diversas companhias do segmento espacial.



Como funciona o novo ETF da SpaceX disponível na B3

O ORBX39 replica o índice Global X Space Tech Index, composto por empresas que atuam em diferentes áreas da economia espacial.

A carteira reúne negócios ligados principalmente a quatro segmentos:

  • sistemas de lançamento e foguetes reutilizáveis;
  • transporte, turismo e exploração espacial;
  • telecomunicações e serviços de dados via satélite;
  • tecnologias e componentes utilizados na indústria espacial.

Segundo Flávio Vegas, especialista de produtos da Global X, a economia espacial deixou de ser um mercado restrito às agências governamentais e passou a ser impulsionada por empresas privadas, criando um setor com potencial de crescimento no longo prazo.

Essa diversificação permite que o investidor acompanhe o desenvolvimento de diferentes frentes da indústria, em vez de depender exclusivamente do desempenho de uma única companhia.



Quais empresas fazem parte da carteira

Além da SpaceX, outras empresas ocupam posições relevantes no portfólio do ETF.

Entre elas estão:

  • AST SpaceMobile (10%);
  • Rocket Lab (10%);
  • Iridium Communications (5%).

As empresas estão listadas em mercados desenvolvidos e emergentes e precisam cumprir critérios mínimos de capitalização, liquidez e volume de negociação.

O índice passa por rebalanceamento trimestral para acompanhar as mudanças de um setor marcado por inovação constante. A taxa de administração cobrada do investidor é de 0,50% ao ano.



Para quem esse investimento faz sentido

Segundo a Global X, o produto foi desenvolvido para investidores que procuram exposição internacional de longo prazo, diversificação geográfica e acesso a um segmento altamente especializado do mercado global. Dentro desse universo, existem ETFs com diferentes propostas, desde fundos temáticos ligados à tecnologia até alternativas voltadas a outros mercados, como o ETF de Ethereum com renda mensal, que busca unir exposição ao setor de criptomoedas e uma estratégia de distribuição de rendimentos.

Como acontece com outros investimentos em renda variável, existem riscos envolvidos. A própria gestora destaca que ETFs concentrados em setores específicos costumam apresentar volatilidade maior do que fundos com exposição mais ampla ao mercado.

Esse é um ponto importante para quem pretende incluir ativos ligados à tecnologia espacial na carteira.



Outras formas de investir na SpaceX

O novo BDR de ETF não é a única alternativa disponível para investidores brasileiros interessados na SpaceX.

As plataformas BTG e XP oferecem fundos de investimento que investem exclusivamente nas ações da empresa. Por concentrarem toda a exposição em uma única companhia, esses produtos apresentam maior risco e são destinados apenas a investidores qualificados, com mais de R$ 1 milhão em aplicações.

Outra possibilidade é comprar diretamente o BDR SPCX34, negociado na B3 por meio da plataforma de uma corretora brasileira. Nesse caso, o investimento também fica totalmente concentrado na SpaceX.

Já quem possui conta em uma plataforma de investimentos no exterior pode adquirir diretamente as ações da companhia ou ETFs internacionais com maior nível de diversificação. Para investidores que buscam alternativas além da valorização dos ativos, também existem opções de ETFs que pagam dividendos, uma categoria que ganhou espaço entre aqueles que procuram combinar exposição ao mercado com geração de renda.

Imagem mostra um investidor acompanhando sua carteira de investimentos em um ambiente moderno e organizado. A cena representa análise financeira, diversificação e acesso a mercados internacionais.



IPO histórico colocou a SpaceX entre as empresas mais valiosas

A forte demanda global pelos papéis da companhia fez da abertura de capital da SpaceX a maior já registrada.

A empresa levantou US$ 75 bilhões em sua estreia na Nasdaq. Porém com as ações cotadas a US$ 135, alcançou uma avaliação de mercado de US$ 1,77 trilhão, valor que representa praticamente o dobro da soma das companhias brasileiras listadas na Bolsa.

O movimento também abriu caminho para uma nova onda de grandes ofertas públicas em Nova York. Entre as empresas aguardadas pelo mercado estão OpenAI e Anthropic, ambas buscando avaliações superiores a US$ 1 trilhão.



Especialistas recomendam cautela

Apesar do interesse crescente pelo setor espacial, mas especialistas recomendam cautela antes de investir tanto nas ações da SpaceX quanto em ETFs e fundos ligados ao segmento, especialmente aqueles com menor diversificação.

Pois o elevado volume de capital direcionado à companhia pode aumentar os movimentos especulativos, tornando os próximos meses mais voláteis. Além disso esse entendimento é compartilhado por especialistas de plataformas de investimento no exterior voltadas ao público brasileiro.

Na semana passada, as ações da SpaceX passaram a operar abaixo do valor definido no IPO, de US$ 135 por ação. Desde o pico registrado logo após a estreia na Bolsa, os papéis acumulam queda de 33%.

Mesmo com essa desvalorização, a empresa continua entre as mais valiosas de Wall Street, com valor de mercado próximo de US$ 1,8 trilhão.



Conclusão

O lançamento do ORBX39 amplia as opções para quem deseja investir na economia espacial sem depender exclusivamente do desempenho da SpaceX. Contudo ao combinar participação relevante da empresa com outras companhias do setor, o ETF oferece uma alternativa mais diversificada para acompanhar a evolução desse mercado.

Ainda assim, como ocorre em qualquer investimento de renda variável — especialmente em segmentos emergentes e altamente especializados — é importante considerar os riscos e avaliar se esse tipo de exposição está alinhado aos objetivos e ao perfil do investidor.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento. Portanto antes de investir, avalie seu perfil de risco e, se necessário, busque orientação profissional.

Quer conhecer outras formas de investir no mercado internacional? Continue navegando pelo nosso conteúdo e descubra ETFs, BDRs e estratégias para diversificar sua carteira com mais informação.

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Eduardo Santos

É economista e analista de sistemas com ampla experiência no mercado financeiro. Com uma sólida formação acadêmica em economia e expertise em tecnologia, dedica-se a compartilhar conteúdo estratégico e educativo sobre investimentos. Seu objetivo é proporcionar uma abordagem clara e fundamentada para tomar decisões financeiras mais assertivas e confiantes.

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As informações deste blog são apenas para fins educativos e não constituem aconselhamento financeiro. O autor não se responsabiliza por decisões tomadas com base no conteúdo. Recomenda-se consultar um profissional qualificado antes de agir, pois investimentos envolvem riscos e resultados passados não garantem retornos futuros.

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