O fundo imobiliário HCHG11 vai acabar como ativo listado na B3 ainda em julho de 2026. A decisão foi aprovada pelos cotistas e marca o encerramento das negociações do Hectare Recebíveis High Grade na bolsa de valores brasileira.
A mudança faz parte de uma reorganização do patrimônio do fundo e estabelece um cronograma para a transferência dos ativos e a compensação dos investidores. Para quem possui cotas do HCHG11, vale acompanhar as próximas datas para entender como ocorrerá essa transição.
HCHG11 deixa a B3 após aprovação dos cotistas
No dia 16 de julho de 2026, o Hectare Recebíveis High Grade (HCHG11) se despedirá oficialmente da B3 (B3SA3).
Após uma consulta formal, os cotistas aprovaram a transferência de 100% da carteira de CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) do fundo para o V2 Recebíveis Imobiliários (VVCR11), encerrando as atividades do HCHG11 como fundo listado.
Como será a transição para os investidores
O processo ocorrerá em etapas ao longo das próximas semanas.
Os cotistas do HCHG11 deverão informar o custo médio de suas cotas a partir de 30 de julho de 2026. Em seguida, a administradora realizará a apuração dessas informações no dia 6 de agosto de 2026.
Já em 12 de agosto de 2026, os investidores receberão cotas do VVCR11 como forma de compensação pela operação. A amortização total em dinheiro está prevista para 19 de agosto de 2026.

Patrimônio e composição da carteira
O Hectare Recebíveis High Grade possui valor patrimonial de R$ 100 milhões, concentrado em títulos de dívida imobiliária indexados à inflação.
Segundo os dados do fundo, a carteira apresenta taxa média de IPCA + 7,10% ao ano, rendimento equivalente ao de um investimento que pagasse IPCA + 8,35% ao ano no Tesouro Direto.
Histórico da gestora
A Hectare Capital se tornou uma gestora bastante conhecida entre investidores de fundos imobiliários depois que o Hectare CE (HCTR11) enfrentou uma forte onda de calotes, episódio que ganhou grande repercussão no mercado. Para quem acompanha os principais acontecimentos do setor, vale entender também por que o GARE11 corre risco após a recuperação extrajudicial do GPA e quais são os impactos apontados pela gestora.
Desempenho do HCHG11 nos últimos dois anos
De acordo com dados do Investidor10, um investimento de R$ 1.000 no HCHG11 realizado há dois anos teria se transformado em R$ 1.367,50, considerando o reinvestimento dos dividendos mensais.
No mesmo período e nas mesmas condições, a simulação indica que o Ifix teria acumulado patrimônio de R$ 1.146,70.
Com a saída do HCHG11 da Bolsa, os cotistas passam agora a acompanhar as próximas etapas da migração para o VVCR11 e a liquidação financeira prevista no cronograma divulgado pelo fundo.
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Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos. Antes de investir, avalie seu perfil e, se necessário, consulte um profissional habilitado.
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